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A Comunidade Valdair Roque, formada por cerca de 70 famílias do MST, localizada na antiga Fazenda Santa Catarina, no município de Quinta do Sol, iniciou nesta semana um importante processo de debate e planejamento comunitário com apoio técnico da Unespar de Campo Mourão. A primeira reunião contou com a participação da arquiteta Cláudia Nepomuceno e marcou o início de uma proposta voltada à construção de uma "comunidade de resistência".
O objetivo da ação é fortalecer a identidade da comunidade enquanto território consolidado, produtivo e inserido na dinâmica econômica e social de Quinta do Sol. Segundo os organizadores, a ideia é demonstrar que a Valdair Roque não é apenas um assentamento, mas sim um espaço vivo, organizado e em constante evolução.
Atualmente, a comunidade conta com infraestrutura consolidada, como escola, igreja, campo de futebol, espaços de convivência para idosos e crianças, setor para juventude, além de uma cooperativa e agroindústria em desenvolvimento, o que forma um conjunto comunitário forte e autossustentável.
A iniciativa tem o apoio da administração municipal, sob a gestão do prefeito Leonardo Romero, que desde seu mandato anterior mantém políticas públicas voltadas à inclusão das famílias da reforma agrária. Um dos marcos dessa atuação da prefeitura foi a emissão do Cadastro de Produtor Rural para as famílias da comunidade, atendendo recomendação do Ministério Público. Com isso, as famílias rurais passaram a ter acesso a programas de compras públicas em níveis municipal, estadual e no comércio local.
O dirigente regional do MST, Paulo Sérgio de Souza, destacou a importância das parcerias com o poder público e instituições de ensino como a Unespar. Segundo ele, “esse projeto representa mais que uma simples iniciativa; é a consolidação de um modelo de desenvolvimento solidário, que valoriza a agricultura familiar e o coletivo”.
A parceria com a Unespar deverá continuar com outras etapas do projeto, que envolvem planejamento urbano e rural participativo, com foco na melhoria da qualidade de vida, valorização territorial e fortalecimento da identidade da comunidade como agente no processo de reforma agrária.





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