Uma informação falsa envolvendo a gestão do prefeito de Engenheiro Beltrão, Júnior Garbim, passou a circular nos últimos dias em grupos de WhatsApp e redes sociais.

A publicação afirmava, de forma equivocada, que a administração municipal teria realizado um empréstimo no valor de R$ 11 milhões. A mensagem viralizou acompanhada de uma imagem manipulada por inteligência artificial, mostrando o prefeito com o claro objetivo de criar um efeito cômico, satírico ou irônico de sua imagem.

Diante da repercussão, a reportagem apurou as informações e constatou que não há qualquer registro de operação de crédito desse valor. Integrantes do Poder Legislativo confirmaram que nenhum projeto de lei solicitando autorização para empréstimo foi encaminhado ou aprovado pela Câmara nos últimos anos.

Pela legislação, esse tipo de operação só pode acontecer mediante autorização do Legislativo, o que reforça que a informação divulgada é falsa.

Em nota oficial, a Prefeitura informou que desde o início da primeira gestão Garbim, em 2021, não foi realizada nenhuma operação de crédito (empréstimo) e alertou a população sobre a circulação de notícias falsas com objetivo de desinformar.

Ainda conforme apurado pela reportagem da COLUNA, o prefeito deve registrar ocorrência na Polícia Civil para que o caso seja investigado e o responsável seja responsabilizado criminalmente. 

Manipulação de fatos

Outro ponto explorado na fake news envolve a arrecadação de tributos, apresentados de forma distorcida. A publicação leva a conclusão de que esses valores entram no caixa do município e não estariam disponíveis livremente, não incorporados no orçamento, como se fosse verba carimbada, o que não corresponde à realidade de Engenheiro Beltrão ou de qualquer outro município do Brasil.

Na prática, tributos são recebidos ao longo do ano e fazem parte de um todo do orçamento público, sendo destinados a diversas áreas essenciais, como saúde, educação, obras, muitas vezes complementação da folha de pagamento e convênios, incluindo o transporte universitário. Um detalhe simples de entender como esses recursos são aplicados é o exemplo da saúde pública, onde o município tem a obrigação constitucional de aplicar 15% na saúde, mas acaba aplicando em média, mensalmente, quase o dobro. 

Além dos repasses constitucionais na União e do Estado, municípios do porte de Engenheiro Beltrão dependem diretamente da arrecadação própria para manter os serviços básicos e cumprir suas obrigações. Ainda assim, esses recursos são limitados e na maioria das vezes não são suficientes, isoladamente, para cobrir todos os investimentos necessários.

A informação correta é simples para quem busca a verdade, mas acaba sendo distorcida por aqueles que utilizam ataques políticos com outros interesses.

gar