A Promotoria de Justiça de Nova Londrina, no Noroeste do Paraná, denunciou um médico por uma série de crimes supostamente praticados contra servidores do Hospital Municipal de Itaúna do Sul, município com 3.572 habitantes, na região Noroeste do Paraná. Rodrigo Felipe Amparado é médico concursado do município e chegou a usar uma sala do hospital como quarto. 

Entre as acusações estão ameaça (por três vezes), dano emocional contra mulher, perseguição, tortura e peculato. A esposa do investigado, que atuava como coordenadora de enfermagem, também foi denunciada pelos crimes de peculato e prevaricação, além de possível omissão diante de situações de violência.

O médico já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva no último dia 17 de junho. Ele está preso na cadeia pública de Nova Londrina.

Segundo a denúncia, os fatos aconteceram entre março e maio deste ano e envolvem episódios de intimidação, constrangimento e violência psicológica contra servidores da unidade de saúde.

As investigações apontam que o profissional teria se apropriado de uma sala do hospital, onde permanecia com a esposa durante os plantões, além de instaurar um ambiente de constantes abusos e pressões contra funcionários.

Relatos colhidos indicam que uma das vítimas teria sido submetida a ameaças, humilhações e vigilância constante, em um cenário descrito como de extremo constrangimento dentro do ambiente de trabalho.

A atual secretária municipal de Saúde, ao tentar corrigir irregularidades, teria passado a ser alvo de perseguições por parte do médico investigado, incluindo ameaças contra seus familiares.

Entre os episódios relatados, o médico teria ameaçado torturar a filha da secretária de saúde e matar seu marido, chegando a exibir uma arma de fogo durante uma das abordagens.

A denúncia também atribui ao médico o crime de tortura contra criança ou adolescente. Já a esposa do médico responderá por omissão, por supostamente não agir para impedir ou apurar os fatos.

O caso segue em tramitação na Justiça.