A Polícia Civil do Paraná apura a movimentação de cerca de R$ 6 milhões em dinheiro vivo pela empresa Propriedade Legal Regularizações Fundiárias, que concentra 8 de cada 10 acordos com prefeituras no âmbito do Programa Moradia Legal, do TJ-PR. O programa, que atende famílias de baixa renda na regularização de imóveis urbanos e conta com adesão de 151 dos 399 municípios, está suspenso desde outubro após inspeção do CNJ.
A investigação começou com denúncia anônima sobre possível direcionamento de contratos em favor da empresa, criada em 2020 e sem experiência prévia na área. A polícia identificou saques recorrentes acima de R$ 200 mil, principalmente pelo sócio Naim Akel Neto.
Também são apuradas ligações com a empresa RAGSERV Gestão e Serviços Documentais, de Adriano e Ricardo Paludo Calixto, supostamente subcontratada para executar os serviços da Propriedade Legal. Segundo a polícia, os sócios das duas empresas se encontraram ao menos três vezes em 2025 em uma agência bancária em Curitiba para saques em espécie, guardados em mochilas. Em operação na sexta-feira (5), agentes apreenderam R$ 400 mil em dinheiro com Adriano Calixto, valor que teria sido sacado minutos antes da conta da Propriedade Legal.
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