Uma operação realizada na sexta-feira (16) pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) resultou no afastamento de 12 policiais militares dos serviços operacionais. A investigação apura a participação de agentes em um grupo suspeito de comercializar vídeos de tortura, abuso de autoridade e violência policial por meio do Telegram.

Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, com três prisões em flagrante. Segundo as informações divulgadas, 42 agentes são investigados, incluindo um oficial da Polícia Militar que foi afastado. O administrador civil do grupo também foi preso.

O caso ganhou repercussão após uma denúncia apresentada em junho, que encaminhou informações ao Gaeco sobre a comercialização dos conteúdos. 

Conforme a denúncia, o grupo privado no Telegram cobrava R$ 20 mensais para disponibilizar vídeos e fotografias de supostas práticas de violência policial. O canal teria ultrapassado cem assinantes, com arrecadação estimada em R$ 2 mil por mês.

As investigações também apuram publicações com referências nazistas, imagens de pessoas aparentemente feridas ou mortas e conteúdos que exaltavam a violência durante ações policiais.

O caso segue sob investigação para esclarecer a participação dos envolvidos e identificar possíveis crimes. O afastamento dos policiais é uma medida administrativa e não representa condenação.