A eleição para o Governo do Paraná expôs de forma contundente a derrota política do grupo do governador Ratinho Junior (PSD) na tentativa de fazer seu sucessor. Ao apostar em Sandro Alex (PSD), que iniciou a disputa com menor projeção estadual que outros nomes que chegaram a ser cotados pelo grupo, Ratinho abriu mão de alternativas como Guto Silva e Alexandre Curi e terminou a eleição vendo seu candidato ser derrotado ainda no primeiro turno.

Nos bastidores políticos, a escolha de Sandro Alex certamente ainda deverá render muitas análises sobre a estratégia adotada pelo grupo governista e sobre os acordos da direita que levaram à definição de uma candidatura mais fraca.

A estratégia de insistir em Sandro Alex, portanto, terminou com uma derrota expressiva para o grupo que atualmente ocupa o Palácio Iguaçu. 

O resultado também abre uma nova discussão dentro da política paranaense. Apesar da disputa eleitoral entre os grupos, Moro terá de construir uma base política para governar e negociar com uma Assembleia Legislativa. PL e PSD elegeram 14 deputados estaduais cada, ou seja, um a mais que a metade dos 54 deputados, o que coloca justamente a composição dos dois partidos no centro das decisões políticas do estado.

Por sorte, nas primeiras declarações de Sérgio Moro, no pós-eleição, ele já confirmou que não haverá retaliações contra prefeitos e projetos e deverá fazer alianças com partidos que não estavam na sua campanha e citou o PSD, de Ratinho, como primeira opção de aliança na Alep.