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Terça-feira, dia 10 de fev. 2026
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Policial

MARINGÁ: Polícia Civil conclui inquérito e indicia sócios da Filia Eventos por estelionato e associação criminosa em Maringá

Empresa é suspeita de aplicar golpes em casais e formandos; investigação aponta esquema em forma de pirâmide com quase R$ 23 milhões movimentados.

Por Claudiney Costa
Por Por Claudiney Costa
MARINGÁ: Polícia Civil conclui inquérito e indicia sócios da Filia Eventos por estelionato e associação criminosa em Maringá
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A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a empresa Filia Eventos, acusada de aplicar golpes em casais e formandos em Maringá. Ao menos 450 boletins de ocorrência foram registrados em agosto de 2024, relatando contratos cancelados e festas não realizadas.

Após cerca de um ano e meio de apurações, os sócios Julio Cesar Bosi, Luana Cristina da Luz Barbosa e Simone da Luz Barbosa foram indiciados por estelionato e associação criminosa. Segundo o delegado Fernando Garbelini, a investigação ouviu cerca de 150 pessoas e quebrou o sigilo de 104 contas bancárias em 21 instituições financeiras.

A polícia concluiu que a empresa atuou por pelo menos um ano em esquema semelhante a pirâmide financeira, movimentando quase R$ 23 milhões, parte usada para cumprir alguns contratos e o restante apropriado como vantagem pelos envolvidos. A Filia, segundo o inquérito, já estaria em colapso financeiro desde agosto de 2023, mesmo assim continuou vendendo festas.

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Casais e turmas de formandos relataram prejuízos altos e eventos cancelados de última hora, como o de um casamento que só aconteceu graças à ajuda de amigos e familiares após a empresa não pagar fornecedores. Um grupo de universitários afirma ter tido prejuízo de cerca de R$ 200 mil com uma formatura que não saiu como contratado.

Imagens mostram funcionários esvaziando o escritório da empresa, levando móveis e documentos, e nas redes sociais a Filia alegou ter deixado a cidade por causa de ameaças. Fornecedores chegaram a emprestar máquinas de cartão para tentar receber dívidas atrasadas, mas, segundo a polícia, não há indícios de que eles tenham participado dos golpes.

O inquérito foi remetido ao Ministério Público, que vai decidir se apresenta denúncia contra os empresários. Os sócios não têm prisão decretada e, portanto, não são considerados foragidos.

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