Um episódio de tumulto registrado na tarde desta quinta-feira (12) dentro de uma unidade de saúde no Jardim Castelo Branco, em Engenheiro Beltrão, resultou no registro de uma queixa-crime na Delegacia de Polícia Civil por perturbação do trabalho e ameaça. Servidoras contaram que um morador identificado como Ademir teria provocado constrangimento, ofendido funcionárias e feito ameaças durante o atendimento.

O caso aconteceu por volta das 16h e, conforme relatos, foi presenciado por pessoas que aguardavam atendimento. De acordo com o depoimento das servidoras, o homem entrou na UBS exigindo atendimento imediato, sem respeitar os critérios de organização do fluxo, que incluem agendamento, ordem de chegada e as prioridades previstas em lei.

Após a equipe explicar as regras, o homem teria se exaltado, elevando o tom de voz e passando a intimidar as trabalhadoras com gritos e ameaças.

Ainda segundo as funcionárias, após sair da unidade o morador passou a gravar vídeos com o celular.

Testemunhas que estavam no local teriam se colocado à disposição para confirmar a situação na delegacia.

Durante o depoimento, as servidoras afirmaram que esta foi a terceira situação semelhante envolvendo o mesmo indivíduo. Elas relataram dois episódios anteriores, sendo que em uma ocasião, o homem teria se irritado ao ser informado de que renovação de receita exige consulta agendada ou atendimento conforme ordem de chegada. Em outra, ele teria comparecido ao posto no horário de almoço, filmado avisos afixados na porta, vigentes desde julho de 2025, e novamente direcionado ofensas às servidoras. 

Uma servidora contou ainda que uma paciente teria passado mal em razão do estresse causado pela gritaria durante o tumulto.

Informado sobre o caso, o prefeito Júnior Garbim repudiou o episódio e classificou a conduta como “inaceitável”. Ele destacou que atitudes do tipo comprometem o funcionamento do serviço público e colocam em risco pacientes, muitos deles idosos, pessoas doentes e que podem até mesmo sofrer um mal súbito. Ele disse ainda que tomará todas as medidas legais contra o agressor. 

Com o registro da ocorrência, a Polícia Civil deverá instaurar procedimento para coleta de depoimentos, análise de provas e verificação de eventuais gravações. Após a apuração, o caso poderá ser encaminhado ao Poder Judiciário.

 
 
 
 
 
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Um post compartilhado por Claudiney Costa (@coluna_noticias)