Uma investigação conduzida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Barbosa Ferraz está em andamento para apurar possíveis irregularidades na gestão do ex-prefeito Edenilson Miliossi, especialmente relacionadas a reforma e o funcionamento do Hospital Municipal e à contratação de serviços médicos durante sua gestão.

O inquérito civil, registrado sob o nº 0015.24.000025-5, foi instaurado em fevereiro de 2024 a partir de denúncia apresentada pelo ex-vereador Jeferson Preisner. Desde então, o procedimento já acumula 371 movimentações, incluindo depoimentos, documentos e ofícios.

De acordo com a portaria inicial do Ministério Público, há suspeitas de diversas irregularidades, como a manutenção do hospital fechado para reforma desde 2021, ao mesmo tempo em que teriam sido registrados pagamentos por cirurgias e atendimentos que, em tese, não poderiam ter sido realizados no local.

Outro ponto investigado envolve a contratação da empresa M.A.C. da Cunha Clínica Médica, por meio do Pregão nº 063/2021, incluindo possíveis inconsistências em aditivos contratuais e execução dos serviços.

Relatórios técnicos recentes do próprio Ministério Público indicam fragilidades na comprovação da prestação dos serviços médicos contratados. Entre os apontamentos estão divergências entre escalas e pagamentos, ausência de registros detalhados de atendimentos e falta de documentação que comprove a carga horária efetivamente cumprida por profissionais contratados pela empresa.

Uma auditoria realizada pelo Centro de apoio técnico à execução (CAEX)  e pelo Núcleo de apoio técnico especializado (NATE), ambos órgãos auxiliares do MP/PR,  também destacou que a justificativa de sigilo médico não impede a apresentação de dados administrativos que comprovem a execução dos serviços, como controle de frequência e relação de atendimentos, o que não foi plenamente apresentado nos autos. O relatório da auditoria analisado pela reportagem do Portal Coluna News está registrado sob o nº 456/2026.

Além da investigação em curso, a reportagem apurou que contratos firmados na gestão do ex-prefeito Edenilson Miliossi, passaram por revisão na atual administração. Um contrato que chegou a quase R$ 3 milhões em 2024, foi reduzido no ano seguinte, 2025, já pelo prefeito Carlos Caxão, em cerca de R$ 700 mil no ano, e em 2026 o prefeito Caxão cancelou novos aditivos com essa empresa, que foi substituída por outro modelo de prestação de serviços, agora pelo Centro Integrado de Campo Mourão, gerando uma economia de mais de R$ 1 milhão de reais por ano aos cofres públicos pelos mesmos serviços. No modelo antigo, valores mensais chegaram a R$ 274.337,00. Com o novo modelo adotado pela atual gestão, os valores mensais ficaram em R$175.668,90, gerando uma economia de cerca de R$100 mil por mês. 

O inquérito segue aberto e sob investigação do Ministério Público, que poderá adotar novas medidas conforme o avanço das investigações.

Os dados da investigação são públicos e estão em tramitação  sob o nº 0015.24.000025-5.

Hospital M
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