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A administração do prefeito Carlos Caxão vem enfrentando, desde o início de 2025, um processo de reorganização interna relacionado ao quadro de servidores efetivos da Prefeitura de Barbosa Ferraz. Segundo informações levantadas pela reportagem, a atual gestão encontrou um volume elevado de férias anuais e licenças-prêmio acumuladas, situação que passou a exigir medidas emergenciais de regularização.
De acordo com os dados apurados, ao assumir a prefeitura, a gestão encontrou 515 servidores, sendo que 368 deles concentravam aproximadamente 1.100 períodos de férias e licenças vencidas. Ainda conforme o levantamento, 109 servidores estavam com férias e licenças acumuladas, incluindo casos de funcionários com vários anos de férias vencidas e licenças-prêmio em atraso.
A situação veio à tona após a reportagem do Portal Coluna News identificar um caso envolvendo um servidor do Cemitério Municipal, conhecido como Nelson, que estava há anos sem usufruir férias. A partir dessa apuração, foram buscadas informações junto aos setores responsáveis da prefeitura, que confirmaram a existência de um quadro mais amplo de direitos trabalhistas negados há anos envolvendo servidores efetivos.
Desde o começo da atual administração, ao encontrar o município com essa grave crise, a prefeitura passou a adotar uma série de medidas para tentar corrigir o problema, entre elas férias coletivas, concessões escalonadas de licenças-prêmio e uma nova programação de férias. Conforme relatório apresentado à reportagem, somente neste mês de maio de 2026 foram concedidos 17 períodos de férias e 7 licenças-prêmio, reduzindo gradualmente o problema herdado.
Mesmo com esse trabalho, o município ainda conta com cerca de 665 períodos de férias pendentes de concessão, além do impacto financeiro, junto com as férias, gerado pela necessidade de reorganizar o quadro de servidores. Segundo a apuração, essa realidade ajuda a explicar parte das dificuldades enfrentadas pelo prefeito Caxão em áreas importantes, como os serviços de manutenção urbana e outras frentes de trabalho, tanto no almoxarifado quando em outros setores.
A reportagem também procurou responsáveis para comentar o caso, e a informação repassada foi de que a autorização de férias e licenças era uma atribuição da administração anterior.
Descobrimos também que agora, a situação segue sendo tratada como prioridade pela equipe de Administração e Recursos Humanos, dentro de um esforço para colocar em dia os direitos dos servidores, reorganizar e colocar em ordem a estrutura da prefeitura.
Caso anterior no RH
Em 2021, no início da segunda gestão Miliossi, a prefeitura foi notícia em um grave escândalo no RH, quando dois servidores foram condenados por desviar mais de R$ 400 mil por meio da folha de pagamento. O então chefe do RH, cargo de confiança do ex-prefeito, recebeu pena de 15 anos e 6 meses, e a chefe de divisão de licitação, também cargo de confiança do ex-prefeito, recebeu pena de 10 anos e 7 meses, ambos em regime fechado.
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