O Ministério da Defesa encaminhou, ontem, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o relatório da fiscalização do Sistema Eletrônico de Votação (SEV) feito por técnicos das Forças Armadas. O resultado da análise das urnas eletrônicas e dos sistemas de totalização e transmissão de dados não aponta nenhuma inconformidade, tampouco põe em dúvida a lisura do processo eleitoral. Levanta, porém, hipotéticos problemas que poderiam ocorrer e que não puderam ser verificados na fase de testes por dificuldades de acesso a todas as versões do código-fonte. Se foi difícil para eles, significa que o sistema funciona.
O relatório da Defesa foi prontamente respondido pelo TSE.
Em nota assinada pelo presidente da Corte, Alexandre de Moraes, o documento "não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022" e que recebeu o trabalho dos técnicos com "satisfação".
Sobre os riscos hipotéticos levantados pela auditoria dos militares, o ministro declarou que "as sugestões encaminhadas para aperfeiçoamento do sistema serão oportunamente analisadas".
"O TSE reafirma que as urnas eletrônicas são motivo de orgulho nacional, e que as Eleições de 2022 comprovam a eficácia, a lisura e a total transparência da apuração e da totalização dos votos", conclui a nota.
Sem divergência
A respeito dos Boletins de Urna (BU), comparados por amostragem em ambos os turnos, não houve divergências entre os votos registrados no sistema de votação e o que foi totalizado pelo TSE. No primeiro turno, foram comparados 442 BUs e, no segundo turno, em 501 boletins. Nos dois casos, a auditoria militar assegura que "é possível inferir, com um nível de confiança de 95%, que a média de BU com inconsistências, dentre todos os BU do espaço amostral, é 0%".
Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre o resultado da auditoria da Defesa que não achou irregularidades na eleição.

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